quarta-feira, 22 de abril de 2009

Marcas e Responsabilidade Social


A marca deve ter responsabilidade social para obter credibilidade diante de formadores de opinião e seu público-alvo. Igualmente acontece com uma celebridade, a moda agora é atores e personalidades do mundo artístico e político, lutando por causas sociais, pelas vitimas das guerras ou por crianças infectadas com o vírus HIV. "Ídolos não se contentam mais em associar-se exteriormente às grandes causas da história... eles coletam fundos, criam associações de auxilio mútuo e de caridade...Os semideuses apanharam seus bastões de peregrinos, voltaram para o meio dos homens, sensíveis aos infortúnios dos condenados desta terra." (LIPOVETSKY, 217p, 1989) No caso da Alpargatas, as próprias sandálias Havaianas são as estrelas, acompanhadas de outros astros. A apresentadora Daniela Cicarelli participou do primeiro comercial brasileiro direcionado para deficientes auditivos. A Coca-cola Guararapes investe em programas como o Programa Coca-cola de Valorização do Jovem e o Centro de Inclusão Digital; Reciclou Ganhou que visa à preservação do meio ambiente e o Restaurante Popular em parceria com o Fome Zero atende pessoas cadastradas pela prefeitura do Recife e pelo Governo do Estão da Paraíba. Integrar pessoas da comunidade onde a organização esta inserida, valorizar os filhos dos funcionários, capacitar mães e esposas é um elemento chave para quem quer ser reconhecida com uma empresa que atua com responsabilidade social. Incluir e sociabilizar o consumidor é mais uma maneira de gerar vendas e conseqüentemente lucro, a duas marcas que já são líderes isoladas do mercado em suas categorias.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ENPARH 2009 - 19º Encontro Paraibano de Recursos Humanos

Como Diretor de Comunicação da ABRH-PB tenho o orgulho e a obrigação de informar:

A Associação Brasileira de Recursos Humanos - Seccional Paraíba é uma instituição sem fins lucrativos que visa disseminar o conhecimento do mundo do trabalho, desenvolver pessoas e organizações, influenciando na melhoria da condição social, política e econômica do país.

A ABRH-PB estará realizando nos dias 04 e 05 de Junho de 2009 no Hotel Tambaú, o XIX ENPARH - Encontro Paraibano de Recursos Humanos, cujo tema central é “Fazer Acontecer: As melhores práticas em gestão de passoas”. Tendo em vista a excelência e qualidade na Gestão de Pessoas, tão necessária para as empresas, e considerando o sucesso do Congresso Nordestino realizado em 2007 e o ENPARH 2008, a versão 2009 do congresso pretende reunir pessoas de todas as localidades da região do nordeste.

No mesmo espaço do evento, acontece a EXPO-RH 2009, feira de produtos e serviços voltados para a área, onde expositores terão um espaço fundamental para celebrar grandes negócios, oportunizando serviços, tecnologia, cultura, excelente oportunidade para parceiros, apoiadores e patrocinadores do Congresso. O objetivo do evento é congregar especialistas da área, com propósito de promover a discussão dos grandes temas relacionados à expansão do conhecimento no campo da Gestão de Pessoas.

Esperamos Você!

Inscrições- 3243 - 3015

ABRH-PB - Associação Brasileira de Recursos Humanos -Seccional Paraiba Av Epitácio Pessoa, 1251 - Empresarial Epitácio Pessoa, Sala 1002 - Bairro dos Estados - João Pessoa - PB - CEP: 58030-001 - Telefax: (83) 3243.3015 Email abrhpb@abrhpb.com.br Home page - www.abrhpb.com.br

A Imagem e a Comunicação Interna







A fascinação que as imagens exercem sobre os seres humanos pode ser observada em todos os lugares do mundo nas mais diferentes épocas, como por exemplo, as pinturas rupestres de nossos ancestrais brasileiros localizadas no Sitio Arqueológico da Serra da Capivara no Estado do Piauí, as pirâmides do Egito, as esculturas gregas e romanas, as belezas naturais, dentre outras. E com as novas tecnologias, o homem pode dar contornos mais concretos aos seus sonhos. Filmes de ficção científica, como Matrix, ou até mesmo, Star Wars, são esperados com bastante expectativa pois a liberdade de criação adquirida com os programas de computação gráfica produz verdadeiros sucessos de bilheteria, ou seja, o que o público realmente espera ver. Em um contexto globalizado, onde todos os setores econômicos, políticos e sociais estão interligados, o uso da imagem na comunicação interna, tem sido desenvolvido e aplicado de várias formas, seja ela, a imagem de um produto novo, de uma celebridade ou mesmo de um serviço inovador. A utilização de imagens e cores em folders, cartazes, murais, intranet, boletins e jornais, enfim, as ferramentas de comunicação são importantes utensílios teóricos e práticos na efetivação do objetivo maior que é consolidar a missão, visão e valores da sua empresa, fidelizando o cliente interno, seja obtendo a confiança do mesmo ou transformando-o em um agente multiplicador das informações. Colocar em pauta matérias que busquem histórias com personagens reais da empresa, como um eletricista que é voluntário em um curso de capacitação para jovens da comunidade dele, ensinando-os os principios básicos da eletricidade, é um elemento chave para conquistar os leitores internos. E nada melhor que chamar a atenção dos leitores com fotos do profissional voluntário com seus alunos no local onde o curso é realizado. Desta forma a imagem auxilia conquistando os olhos e o carisma dos seus stakeholders.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Havaianas: do pobre ao nobre!


Um pedacinho da história de um dos maiores cases do mundo. Esse foi o primeiro capítulo de uma grande pesquisa que realizei sobbre um dos produtos de maior sucesso no mundo.

Um legítimo brasileiro tem que ter um par de Havaianas em casa. No Japão existe uma grande tradição de trocar os sapatos por sandálias antes de entrar em suas residências. Baseadas nas tradicionais sandálias japonesas Zori, surgem no Brasil, em julho de 1962, as Havaianas. Com um design simples, os calçados da Alpargatas eram na cor branca com listras azuis. O Departamento Nacional da Propriedade Industrial define, no dia 13 de Agosto de 1964, a patente de modelo industrial das sandálias Havaianas como “novo modelo de palmilha com forquilha”. Bastante populares, as sandálias caíram no gosto dos consumidores de baixa renda. O desenho original, de inspiração japonesa, quase não foi modificado ao longo do tempo. O que realmente mudou de lá para cá foi que o produto caiu no gosto (e nos pés) de franceses, italianos, japoneses, australianos, americanos e ingleses, apenas para citar alguns dos mais de 75 países que importam os chinelos brasileiros. O consumidor das sandálias Havaianas pertencia às classes C e D, pois antigamente a frase “quem usa Havaianas é pobre” ou “chinelo de doméstica só pode ser Havaianas”, justificava o nível do seu público. As sandálias passaram 32 anos atendendo apenas a este público. Em 1994, o reposicionamento da marca foi iniciado com o lançamento de um produto com maior valor agregado: as monocromáticas Havaianas Top. Tal modelo possuía uma maior qualidade na hora da fabricação, além de embalagens mais valorizadas que os tradicionais saquinhos.

Um programa televisivo da década de 60, chamado Família Trapo, era patrocinado pela Alpargatas e suas Havaianas. Durante mais de 20 anos o comediante Chico Anysio apresentou as sandálias e participou, nos anos 90, do filme publicitário “Isso é amor antigo” para lançar as Havaianas TOP. A participação do comediante nas propagandas era tão intensa que se achava que Chico Anysio era acionista da empresa. No anos 60, a agência J. W. Thompson, comandada pelo diretor de criação Lee Pavão, iniciou uma seqüência de festas promovidas num enorme palco de 42 metros, com estrutura de madeira e ferro revestida com gesso e espuma que formava uma gigantesca sandália Havaiana. Neste período, o diretor Carlos Manga e a produtora Espiral buscavam mostrar a nova imagem da marca: “Havaianas, a grande sandália”.

De 1994 em diante, a São Paulo Alpargatas resolveu investir em estratégias de marketing, assessoria de imprensa, pesquisas de relações publicas e nas campanhas publicitárias bem humoradas que, freqüentemente, utilizavam celebridades. A campanha “Todo mundo usa” ficou marcada pelo sucesso! Em 1994, um filme mostra a casa de Maurício Mattar sendo invadida por Luís Fernando Guimarães que exibe o ator calçando as “legítimas” Havaianas. O mesmo acontece com o jogador Bebeto no jardim de sua residência. Em 1995, é a vez de Malu Mader, vestida apenas com um roupão, mostrar suas Havaianas: a atriz é surpreendida na porta da sua residência pelo ator Luís Fernando e um cinegrafista que insistem em ver os pês da celebridade. Em 1998, Carolina Ferraz perde sua audiência ao tirar as Havaianas dos pés. No mesmo ano, um outro comercial mostra um garoto beijando as sandálias de Rodrigo Santoro pensando ser as de Luana Piovani. Em 1999, Deborah Secco se sente ofendida com o pedido de um garoto para utilizar suas Havaianas como traves de gol. Vera Ficher, Toni Garrido, Cleo Pires, Marcelo Antony, Luciano Huck e Popó também mostraram seus pezinhos calçando as famosas sandálias brasileiras.

É um caso exemplar de marketing bem-feito. A partir de 90 as Havaianas se tornaram objeto de desejo dos brasileiros, as pessoas começam a colecionar as sandálias. Não basta ter um par de Havaianas, é preciso ter vários, de cores diferentes, uma para cada ocasião. Thereza Collor, eleita a “musa do nordeste” em 1997, é também a mulher das sandálias de dedo. A personalidade apelava para o público que recusasse imitações. (PAOLA, 2003)

Inúmeros modelos surgiram na Copa do Mundo de 1998. Para os jovens, foram lançadas as sandálias “surf” e “clubes”; o público feminino era conquistado pelos modelos “fashion”, “cristal”, “floral”, “alamoana” e “milênio” e, sem esquecer dos pequenos, a Alpargatas lançou as sandálias “kids”. A companhia já vendia muito no exterior desde 1999, mas o assunto tornou-se prioritário a partir de 2001, quando a executiva Ângela Hirata assumiu a direção de exportação. A São Paulo Alpargatas, fabricante das Havaianas, poderia estar exportando ainda mais se não tivesse optado por vender para um seleto grupo de consumidores, aqueles dispostos a desembolsar até R$ 500,00 por um par de chinelos. Desde o início Ângela teve a percepção de que as Havaianas só conseguiriam consolidar sua marca se fossem destinadas às classes A e B. A executiva analisou o mercado externo e percebeu que as Havaianas só dominariam o mercado internacional se fossem calçados de grife, como Nike e Adidas. Uma equipe de profissionais criaram um MIX de Comunicação: administradores, consultores internacionais, relações públicas, publicitários, profissionais de marketing, assessores de impressa, designers e profissionais do ramo de comércio interior, integravam esse time.

Para percorrer o trajeto da fábrica campinense na Paraíba, onde são produzidas 420.000 pares diários, até às vitrines internacionais, a Alpargatas precisou buscar distribuidores especializados na Europa e América do Norte. Eles teriam de ter acesso a lojas de grife e deveriam conhecer bem os formadores de opinião de cada país. Mas como vender um produto extremamente tropical na gelada Europa? As grifes precisariam ter alguma afinidade com o Brasil. A dificuldade tomou conta da equipe responsável pelo reposicionamento da marca e o percurso não foi fácil.

Várias lojas chiques recusaram o produto por julgá-lo inadequado ao seu público. Entretanto, uma exposição realizada às vésperas do verão europeu iria mostrar a moda Latino Americana. A equipe fez contado com os organizadores e lá estavam as sandálias Havaianas conquistando sua primeira exposição internacional nas prateleiras de lojas como Galleries Lafayette, em Paris, e logo depois na Saks Fifth Avenue, em Nova York. Hoje todo mundo quer as Havaianas. Sinônimo de consumo popular no Brasil, as sandálias que não têm cheiro foram parar nos editoriais de moda de publicações como Capricho, VIP, Caras, Elle e Cosmopolitan. Foi o sisudo Financial Times porém quem, em 2003, definiu numa frase a imagem do calçado lá fora: “A sandália de quem tem muito dinheiro e nada para provar”. Hoje a divisão de sandálias Havaianas da São Paulo Alpargatas responde por 43% do faturamento de 1,1 bilhão de reais da empresa. A linha atual possui 39 modelos e é vendida em 75 países. Além de “não soltar as tiras e não deformar”, as Havaianas, as sandálias tornaram-se celebridades que tem força no mercado. (MARTINS e CANÇADO, 2003)

Um grande começo...

Hoje inicio meu blog que será uma especíe de teste para um futuro livro, ou sei lá o que.
Sou natural de Parnaíba-PI, com grandes laços familiares do Ceará. Já morei em Fortaleza-CE, passei um tempo em Vancouver-CA e atualmente estou em João Pessoa-PB,
Sou um cara de atitude e "meio" simples. Sou um profissional flexível, com atitudes proativas, possuo características inovadoras para elaborar planos de ação e desenvolver técnicas eficazes para o sucesso do que foi planejado. Ao mesmo tempo sou assertivo, emito e defendo meus pontos de vista com coerência, apresentando sugestões pertinentes em situações diferentes da vida.
Baseio-me em feedbacks para desenvolver melhorias em minhas atividades, comprometendo-me com o que assumi anteriormente na parte profissional e pessoal.
Busco freqüentemente conexão com o ambiente externo investigando e coletando informações do mesmo, agregando-as na elaboração e efetivação dos planejamentos. Realizando e cumprindo as metas com êxito e superando as expectativas do que foi solicitado.

Com prazer Brenno Rodrigues!